05/07/2009

P de Pucão, Peruche e Portuguesa


Uma nova era se inaugura para a Bateria de Comunicação da PUC-SP. O Pucão acaba fechar uma parceria com o G.R.C.S.E.S. Unidos do Peruche . Este ano, nossos ensaios serão realizados na quadra da escola, localizada na Avenida Ordem e Progresso, 1.061, Ponte do Limão, próximo ao terminal Barra Funda.

O Pucão não perderá sua formação universitária - motivo de orgulho - e ainda terá a chance de melhorar sua qualidade rítmica com o auxílio da escola. "Não perderemos a identidade dos breques e gritos, eles darão um suporte ao nosso samba e poderemos também ensaiar para desfilar na avenida no próximo ano", disse o fundador do Pucão, que participou das negociações. A aliança também abre caminhos para a cooperação mútua em eventos da faculdade e da comunidade verde-amarela.

Desde o começo do ano, a Bateria vinha conversando com a diretoria da Peruche. O primeiro contato entre os dois grupos aconteceu durante a cervejada Mama PUC, realizada pela Agência PUC em maio, quando tivemos a chance de tocar com a Bateria Rolo Compressor.

Hoje aconteceu o primeiro ensaio oficial da parceria. Fomos recebidos de braços abertos pelos
Mestres Paulo e Cassiano, que também nos convidaram para participar da
apresentação dos sambas concorrentes ao enredo 2010, que acontecerá em 26/7, na quadra da escola.

Desde já, a Bateria do Pucão se afirma honrada por humildemente estar ao lado de uma das grandes comunidades do samba paulistano.

Lusa-e-ô
Para os novatos na pegada do Pucão, era de se estranhar o fato dos ensaios da Bateria de Comunicação da PUC-SP acontecerem no Canindé, mas o motivo é simples. A história da Bateria do Pucão, de alguma forma, se mistura ao time da Portuguesa, pois ela foi fundada por um torcedor da Lusa, com o apoio
da Leões da Fabulosa.

Se hoje o clube lusitano servia muito mais como referência geográfica para os novos integrantes, nem sempre foi assim. Houve uma época, no começo da batucada, em que os ensaios aconteciam nas arquibancadas do estádio
Doutor Osvaldo Texeira Duarte.


Porém, já há algum tempo ficamos desalojados e as dificuldades foram aumentando. Além do problema do acesso, a região do ensaio sempre demandou preocupação com o transporte dos instrumentos quando tínhamos alguma apresentação. Sem c
ontar a falta de estrutura do local, pois muitas vezes a chuva nos impedia de ensaiar, inclusive às vésperas de JUCAs.

Dessa forma, essa mudança de endereço é apenas resultado de um
a nova direção que seguimos em nossa avenida do samba. Estamos esperançosos que ela colaborará para o desenvolvimento da Bateria, antes de mais nada.

E não há como negar que sentiremos aquela palavra que não existe a não ser no bom português: SAUDADE, quer seja das esperas pela carona na estação Carandiru, da tiazinha do trailer que matava nossa sede e aguentava o nosso barulho, mas, principalmente, do pessoal da Vila. Alex e Barreiro, que nos auxiliaram com a passagem das batidas (chamando o samba na garganta e repetindo quantas vezes fosse necessário) e
com a afinação/manutenção/empréstimo dos instrumentos, demonstrando uma generosidade a qual seremos sempre gratos.

Integrantes ensaiavam dentro do Canindé, nos primeiros anos da Bateria do Pucão

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